Sobre a manipulaçom da participaçom eleitoral e os falsos apoios maioritários aos partidos do sistema

Por O gajeiro na gávea

cabezas-votante-candidato

Vem sendo já costume que governos e governinhos, á hora de informar no dia das eleiçons sobre os dados provisórios da participaçom, fagam trampa e mintam descaradamente e que essos mesmos falsos dados sejam amplamente difundidos de imediato por toda caste de falsimedios radiados, televisados ou internetizados e por opinadores de todo tipo que se adicam a fazer comparativas falsificadas com respeito a resultados de eleiçons anteriores.

Tudo elo devido á teima em misturar alhos com bugalhos e confundir ao respeitável á hora de comparar os dados de eleiçons anteriores (onde estám contabilizados tamém os resutados eleitorais das votantes residentes no exterior) com os dados das votantes nas urnas desse dia eleitoral, onde nom se tenhem conta desses votos (contabilizam-se a posteriori polas juntas eleitorais) e muito menos, e ai reside a trampa, a elevadíssima abstençom que em cada cita eleitoral bate novos recordes.

E porquê fazer esse engano se dias depois vam publicar os dados reais no DOG?

eu-nom-votoPorque além de que o DOG já nom o mira case ninguém (e muito menos desde que nom se edita em papel), é nessas datas eleitorais quando interesa mentir pois é quando tenhem a muita gente pendente dos resultados que se oferecem via oficial e a través de múltiples falsimedios conchavados no engano, é tamém quando convem fazer crêr que a gente segue acudindo maioritariamente a depositar seu voto e que essa ideia chave fique no imaginário comum como dado real; e o mesmo ao respeito de que som os partidos que optam ao governo, os que seguem a ser amplamente maioritários nas preferências das galegas.

Assim criam a sensaçom de que a participaçom eleitoral medra quando a realidade é a contrária pois ao fazer só conta dos votos emitidos por residentes na Galiza dam umha valoraçom errada adrede e assim obviam (até bastantes dias despois ao publicar os resultados oficiais no DOG e quando já a ninguém importam nom sendo que modifiquem o resultado dalgum escano) a maioritária expressom abstencionista das deserdadas da terra quantificadas no chamado CERA* (Censo Eleitoral de Residentes Ausentes).

E nom só criam a falsa sensaçom de que medra a participaçom; senom que, e ao mesmo tempo, querem fazer que fique no imaginário comum a ideia de que os partidos mais votados som respaldados pola case totalidade das galegas com direito a voto, quando a realidade amosa que nas últimas eleiçons de 2012 os votos ás candidaturas com representaçom nas cadeiras do parlamentinho representa a menos da mitade das pessoas com direito a voto, sendo só um 48,40% das mesmas e em franca caida, sendo 11 pontos minor que em 2009, quando estes votos representaram o 59,83%.
dibujoAssim temos que os votos ao PPdeGa, a opçom mais votada nas últimas convocatórias, foi em2009 dum 29’80% do total do censo e dum 24’51% em 2012 (mais de 5 pontos menos); ou seja só 1 de cada 4 galegas com direito a voto optou polo PPdeGa e isso valeu-lhe a Feijoo e aos seus para governar com maioria absoluta e arrogar-se a representaçom de toda a povoaçom sob o falaz argumento de que foi este o desejo da cidadania. E nom só isso, os votos ao PSOE, 2ª força em anteriores comícios, tamém baixarom dum 19’80% em 2009 a um 11’03% em 2012.

Por tudo isto, comparar os resultados da participaçom na noite eleitoral (só residentes na Galiza) com os resultados oficiais da eleiçom anterior (que incluem ambos censos) é umha tática que se repite em todas as eleiçons, co galho de que fique a sensaçom dumha alta participaçom, que esta seja maior que na antérior convocatória eleitoral e que, como já digem, que os partidos sistémicos com garantia de quitar escanos sejam ampalmente respaldados pola povoaçom, quando a realidade amosa que a participaçom decae eleiçom tras eleiçom e que os apoios recebidos polos grandes empórios partidistas tamém vam em caida livre. Deste jeito a abstençom representou em 2009 a um 35’57% do censo (case 6 pontos mais que os votos ao PP) e em 2012 subiu já até um 45’08% (mais de 20 pontos que a porcentagem de votantes a Feijoo).

Polo que cabe perguntar-se: Superaremos as abstencionistas o 50% em 2016??. Eu acho que sim!!

É mais há um dado que me fai ser optimista ao respeito; pois a Junta Eleitoral Central (JEC) espanhola acordou, em 26 de agosto (o dia antes de que rematara oficialmente), ampliar até o 5 de setembro o prazo para que as galegas residentes no exterior poideram pedir o voto, umha medida “excepçonal” que se adotou a petiçom do PPdeG e do PSOE e tras detetar que se receberam menos da mitade dos votos ‘rogados’ que há quatro anos, e isso tendo em conta que o CERA medrou nestes 4 anos em perto de 50 mil pessoas até um total de 446.235 galegas residentes fora da Galiza chamadas a votar o vindouro 25 de setembro, o que representa um 16,5% do censo total da Galiza. E em 2012 só ejerceram seu direito a voto 12.954 pessas deste censo, com o que…

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* CERA (Censo Eleitoral de Residentes Ausentes), censo que cada dia é meirande dada a imudável mania da gente moça em migrar seguindo nossas seculares tradiçons, e que nos últimos tempos afeta tamém, e em gram medida, á gente com estudos universitários que, segundo dado recolhidos por Xesús M Piñeiro para o SermosGaliza, já abrange um éxodo de 10 pessoas diárias que liscam para fóra da Galiza com um título universitário baixo braço)

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