[Portugal] Lisboa: Programa da Feira Anarquista do Livro 2016

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Rua da Penha de França, 217, Lisboa.

23, 24 e 25 de Setembro de 2016

• SEXTA 23

20h

Jantar

21h

Mesa redonda em torno da história do fanzine anti-autoritário em diferentes latitudes: Venezuela, Espanha e Portugal.

Exposição de fanzines durante os três dias da feira.

23h

Projeção do documentário “Que Trabaje Federica”, de Carlos Plusvalías (28 min.)

Documentário baseado no livro de Michael Seidman, “Os Operários contra o trabalho”, editado pela Pepitas de Calabaza. Michael Seidman faz um estudo comparado da história social e política durante a revolução espanhola em Barcelona e o governo da Frente Popular em Paris, entre 1936-1939, centrando-se na atitude adotada pelos trabalhadores de ambas as cidades face ao trabalho, quando as organizações que os representavam exerciam, em maior ou menor medida, responsabilidades de governo.

Editado pela primeira vez em 1991, nos Estados Unidos, “Os operários contra o trabalho” abunda em documentos e informações em primeira mão sobre as lutas operárias cotidianas, e demonstra que as análises produtivistas e culturalistas são incapazes de abarcar de forma adequada aspectos fundamentais do comportamento da classe trabalhadora. Este trabalho, que oferece um exame da atividade da classe operária tanto em contextos revolucionários como reformistas, põe em evidência a persistência de uma resistência direta e indireta ao trabalho.

• SÁBADO 24

15h

Apresentação de O Irresponsável de Pedro García Olivo, pelo seu editor e tradutor.

O Irresponsável, livro diabólico de Pedro García Olivo, inaugura a crítica feroz que o autor dispara contra a Escola, campo laboral que tinha justamente acabado de experimentar. Essa experiência, entranhada na sua consciência e na sua carne, só poderia ser expurgada através do ato da escrita catártica libertada no papel através de um ataque sem tréguas ao alvo da sua repulsa. O Irresponsável é o seu resultado. Nem sempre fácil de adentrar, este é um livro pessoal que nos abre uma janela para a luta do autor dentro e contra a Instituição Escolar e que deixa entrever a crítica antipedagógica por si elaborada em trabalhos posteriores como El educador mercenario, El enigma de la docilidad e La bala y la Escuela.

17h

Mesa redonda em torno de publicações de informação crítica: CQFD (França) / El Topo (Espanha) / Mapa (Portugal)

O El Topo Tabernário é de Sevilha, e o CQFD de Marselha. Dois jornais Libertários em papel que continuam a chegar às ruas independentemente de Estados de Exceção, de perseguições políticas ou das limitações à liberdade de informação, tão comuns nos nossos dias. Para os apresentar, estarão presentes membros dos dois coletivos redatoriais que, para além de partilharem os seus modos de funcionamento e os seus formatos, farão parte de um debate sobre a informação alternativa, a crise política e social na Europa, o papel dos jornais e da comunicação alternativa. Ao debate juntar-se-ão projetos de Portugal organizados na Rede de Informaç ão Alternativa, compondo assim uma mesa redonda aberta à discussão.

20h

Jantarzinho bom

22h

Concerto de tango com La Miséria Deluxe e mais alguma banda surpresa…

• DOMINGO 25

11/12h

Manhã “Pipi das Meias-Altas” para os mini-humanos, atividades diversas:

Grande espetáculo de fantoches!

Encadernação de livros

Oficina de brinquedos

Tinta para pintar paredes

& etc…

15h30

Surrealistas & Anarquistas. Apresentação a partir do livro Manifestos do Surrealismo de André Breton (Letra Livre, 2016) por António Cândido Franco.

A partir de 1946, Andre Breton aproxima-se do movimento libertário francês, analisando em retrospectiva o nascimento do surrealismo e a respectiva ligação ao partido comunista francês em 1925. Agarramos na recente edição da Letra Livre de “Os Manifestos do Surrealismo” para propor uma viagem pela aproximação dos surrealistas ao movimento anarquista.

17h

Apresentação de A un Latido de Distancia pela autora, Adelaida Artigado.

Não há nada mais antigo, recorrente e rotineiro que o poder de intimidação e dominação do castigo. E poucos castigos minaram tanto a vontade popular, poucas instituições o condensaram de uma forma tão nítida, como a prisão.

As dores e as penas que povoam estes breves relatos, dão-nos conta da crueldade e do absurdo inerentes ao encerro humano. Mas, como um maravilhoso contrário que sempre forma parte dessa paisagem tenebrosa, Adelaide Atrigado faz-nos sentir, a um batimento de distância, o espírito de luta das e dos pobres, a sua cumplicidade e solidariedade, a sua lealdade, essa força para resistir, criar e, em definitivo, para rir-se do poder e da opressão que nos destrói sem piedade.

Para Dostoievsky, “o grau de civilização de uma sociedade mede-se pela forma como trata os seus presos”. Felizmente, a humanidade também se reflete em todos e em cada um dos gestos de rebeldia das pessoas que estão sequestradas por todos os Estados.

20h

Jantarada

21h

Projeção do documentário “Curdistão, guerra de raparigas” de Mylène Sauloy, 2016 (legendas em espanhol) e debate com o coletivo da editora Descontrol de Barcelona sobre o livro A revolução ignorada. Feminismo, democracia direta e pluralismo radical no Oriente Médio.

A partir destes dois meios (documentário e livro), lançamos a última conversa da feira sobre a revolução que se está a levar a cabo na zona ocidental do Curdistão, Rojava, assediada pela guerra fratricida da Síria. Uma revolução/guerra onde as mulheres têm um papel protagonista.

www.fal2016.tk

https://www.facebook.com/events/1023795144384340/

 

 

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