[Compostela] Concentración solidaria coas encausadas da Sala Yago

2ª feira, luns, día 13 de março ás 9:00′: CONCENTRAÇOM SOLIDÁRIA pola ABSOLVIÇOM das 12 da SALA YAGO nos julgados de Fontinhas

Na vindeira 2ª feira, luns, día 13 de março, vai-se celebrar em Compostela o juíço contra as 12 pessoas acusadas de usurpaçom dos conhecidos cines Yago. Por este motivo convocamos umha concentraçom as 09:00 da manhá nos Julgados de Fontinhas.

Em Novembro do ano 2011 e só durante um período de seis días os emblemáticos cines Yago de Compostela foram “reabertos”: realizaram-se cursos, concertos, palestras, teatro e outras atividades culturais e sociais. Centos de pessoas nesse breve espaço de tempo se passaram e colaboraram dalgumn ou outro jeito coas distintas atividades que se levaram a cabo.

A breve “reapertura” da Sala Yago rematou co espetacular despejo a mãos da Polícia Nacional durante a manhá do 23 de Novembro. A porta estava aberta e a polícia nom tivo nada que forçar, dándo-se o paradoxo de ter que ser esta a que pechara a porta para que desde fora nom se poidera ver o que se estava a passar dentro. Como consequência deste estranho despejo, as pessoas que estavam lá dentro nesses momentos foram obrigadas a permanecer no interior sendo detidas posteriormente. Paréce-nos importante ressaltar este feito porque durante esses seis días foram muitas as pessoas que se passaram por lá, entrando e saindo com total liberdade.

Case cinco anos depois disto o edifício que antes ocupara o cine Yago segue em estado de abandono pese ás afirmaçons da anterior corporaçom municipal do Partido Popular de que havia um plano para restaura-lo e dar-lhe uso.

Sem mais, dar-vos as graças de antemão pola vossa assistência e a solidariedade que estades a espalhar.

Umha mais que estivo…um…dez…cem..mil…

#eutamenestivennasalaiago
#EstivenNaYago
#Seguimos
#Stopmontaxes
#12daYago

Em Novembro de 2011 a emblemática sala Yago de Compostela, moi ligada anos antes á cultura alternativa desta cidade, reabriu as suas portas. Durante seis días um espaço abandonado á sua sorte voltou a encher-se de contidos culturais: cinema, circo, monicreques, obradoiros, teatro, assembleias, palestras… Ao longo deste curto espaço de tempo acondicionou-se e limpou-se um edifício que levava anos fechado. Todo isto foi possível graças ás centos de pessoas que nos achegamos, colaboramos, demos concertos, projetamos filmes, impartimos obradoiros ou que, dum ou doutro jeito, participamos esses días na construiçom dum projeto alternativo na cidade de Compostela.

Lembremos o anos 2011: despejos, corrupçom, ERE’s, desemprego, a estafa das preferentes… Esse ano era um dos do apogeo dessa estafa que eles, os que sempre saem beneficiados, derom em chamar crise. Gobernava daquela o primeiro dos tres alcaides do Partido Popular (o dos lingotes de ouro, o dos 700.000 euros e cuja maior parte do seu governo se passou polos julgados). Ainda lembramos aquela frase mais própria dum “sheriff” dos “spaghetti western” que se projetavam nos anos 70 no Cine Yago: “Sentirán mi aliento en su nuca”. Gerardo Conde Roa. El foi o principal culpável de que doze pessoas nos sentemos na “bancada” 5 anos mais tarde. Doze da Yago, rememorando outro dos filmes que se projetou tamém aqui (“12 do patíbulo”).

Na quarta, mércores, 23 de Novembro de 2011, sobre as 10:00 da manhá, a polícia Nacional irrompe sem nenhum esforço na Sala. A porta estava aberta! As forças de seguridade essa manhá tiverom que fazer exatamente o mesmo esforço que os centos de pessoas que esses días se passarom por ali. Repetimos: a porta estava aberta. Tras quatro horas de registro desproporcionado e “minucioso” levarom detidas ás onze pessoas que nesse momento estavam lá dentro. Quem lá estávamos nunca poderemos esquecer aos centos de pessoas que, mentres nos tinham retidas dentro, se concentrarom ás portas amossando a sua solidariedade com nós e o seu rejeitamento a tanta desproporçom e abuso.

Perguntarédes-vos porque somos onze as detidas e doze no patíbulo.

Passados uns días mais umha outra pessoa é imputada tras identificar umha sua pegada parcial dentro da sala. Que curioso, nom si? Porque essa pegada valia mais que as doutras centos de pessoas que por lá se passaram? Isto é algo que ainda nos perguntamos a día de hoje.

Desde o ano 2011 a sala segue abandonada. Compostela ao longo destes anos viviu acontecimentos semelhantes mas com desenlaces diferentes aos deste caso. A mesma Sala Yago foi reaberta no ano 2014 e despejada sem consequências penais nem mediáticas. Daquela gobernava Ángel Currás, o segundo dos tres alcaides do PP. Que curioso! Currás seguro que tinha cousas mais importantes das que se preocupar. Anos antes, no 2011, fomos usados polos médios afins a Conde Roa co objetivo de criminalizar aos movimentos sociais de Compostela, com bastante efervescência naqueles anos.

Assim as cousas e visto que esta Sala segue abandonada, que o suposto plano de reabilitaçom do que se falava daquela ou demora demasiado ou era mentira, que o espectáculo mediático foi desproporcionado e de que centos de pessoas entramos e saimos da Yago nesses días… DE QUE SOMOS CULPÁVEIS?

De nada.

Polo tanto pedimos a absolviçom das Doze da Yago.

Gostaria-nos voltar ver o cine Yago aberto para a cultura.

Nenhum espaço cultural mais fechado!

 

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