As redes sociais nom som médios alternativos. De que vos queixades?. Que censuras nem que hóstias!!

roto-mentiras-movilPor O gajeiro na gávea

Tempo atrás, quando as computadoras começaram a ser de uso ordinário e caseiro da maioria da gente “tecnologizada”(1), jurdiram, a moreias e em todas partes do mundo “civilizado”, ativistas “hackers” que, na sua ideia de afazer-se com control dos mandos do mundo virtual, achegáram-se a ativistas que levavam anos fazendo contrainformaçom por outros médios (basicamente em fanzines, revistas e jornais em formato papel e/ou rádios livres) e dela nasceram as primeiras páginas web e blogues alternativos.

Assim é como, tras vários anos de compartilhar experiências, jurde a finais do século passado, no ano 1999, em Seattle a Rede Indymedia (IMC) como um gram passo á hora de cordinar-se de jeito internacional e rachando fronteiras para contrainformar das mentiras e acordos tomadas nas reunions mundiais dos chefes dos estados mais imperialistas. Umha rede que se bem jurdira inspirada nas práticas do ativismo de filiaçom anarquista e hacker foi apodrecendo e reconfigurándo-se cara umha orientaçom esquerdista parlamentarista na maioria dos lugares e por diferentes causas e mesmo hoje se viraram inexistentes em muitas partes do globo (entre elas Galiza) e ineficaces ou moi partidistas em outras muitas, ficando moi poucos lugares onde segue a ser umha válida ferramenta que utilizam ativistas alternativos para publicar tudo aquilo que é silenciado, tergiversado ou censurado nos falsimédios, conseguindo seguir a ser “a voz das sem voz” (objetivo primordial no seu berço).

Com o novo século, muitas das ativistas desencantadas desta Rede ineficaz retornaram a seus próprios médios e a fazer suas próprias páginas web e/ou blogues para dar a conhecer suas verdades, inquedanças e convocatórias de atividades em Centros Socais e protestos de rua. Um sem-fim de páginas persoais ou coletivas jurdiram com esses fins ao tempo que tamém ressurgiam páginas e mesmo agências informativas alternativas que tratam de recopilar e ajudar a difundir toda informaçom que se considera de interés. Há, por dize-lo dalgum jeito, que retomar a luita pola informaçom veraz com a que de sempre foi a intençom das ativistas da informaçom e que agora já é umha cantilena universal que mesmo já se conhece com suas siglas em inglês: DIY, ou seja “faz tu mesma”.

espana-lider-whatsappMas desde a irrupçom das Redes Sociais criadas polo Capital (tanto tem quem sejam suas criadoras e mantedoras) todas cheinhas de anúncios chamándo-te ao consumo compulsivo de coisas inecessárias e outras imundícias e sobretudo tras seu grande éxito entre as utilizadoras das computadoras persoais de case tudo o mundo virtualizado, o uso das páginas alternativas semelha que vivira, na atualidade, umha espécie de obsolescência entre as ativistas anticapitalistas que prefirem dar seus “eu gostos” ao chou sem entrar a valorar que estám a ajudar a difundir notícias de falsimédios, televisons e outras argúcias do poder económico com grande alegria e profusom.

Mas nom só; pois desde há tempo é comum lêr queixas de cómo estas “Redes Sociais”censuram certos temas ou como algumhas pessoas som “baneadas” por publicar certas informaçons consideradas “nom apropriadas” por quem maneja o “cotarro”: queixas que semelha buscaram modificar as regras do jogo impostas por quem nom tem interés algum em mudar sua política de ganhar ingentes quantidades de dinheiro a costa da publicidade de marcas moi, moi capitalistas. A mim, mesmo fai-me graça, lêr os escritos de indignaçom quando facebook censura; crio que há até quem de tanto mosqueio decide dar-se de baixa e pensa que assim combate á ditadura dos seus proprietários (que se souberam tal, estarám a rir a gargalhadas) .

No entanto o que me motiva a escrever esta entrada no meu blogue é constatar como, nos últimos tempos, o uso destas falsas redes sociais, que eu redefiniria como redes capitalistas da ingenuidade, venhem a ser para muitos coletivos, a quem se lhes presupom anticapitalistas, a única fonte de informaçom das suas atividades e convocatórias; mesmo tenhem abandonadas as suas próprias páginas desde há meses e quando acessas a elas na busca da confirmaçom do publicado no facebook ou twiter ou…. só atisbas informaçom caduca e umha nova página em estado de abandono e que ninguém vai okupar para voltar a dar vida a um proieto autogerido. Até as novas propostas de açom alternativas e os novos centros sociais já nom consideram de interés gastar umhas mínimas energias em construir seu próprio médio virtual, conformám-se com criar suas páginas nessas redes capitalistas e mesmo alguns já nem se dignam em colar cartazes nas ruas para avissar ás possíveis interesadas que seguem alheias a esse mundo da virtualidade. E até promovem assembleias e outras convocatórias polo wassap e/ou twitter e quem nom possua telefone celular e nom se entere é porque é um retrogado desfasado.

Eu nom vou ser quem me queixe de que me fagam trampas num jogo que sei de antemão que as cartas estám marcadas (2) com tramas que eu desconheço; mas para elo teria que sentar a jogar a ganhar e nunca vou esperar isso. Desconheço porque há gente que ainda senta crêndo que as regras som iguais para todas e que lhes vam permitir fazer qualquer jogada.

Eu, que fago uso dumha dessas redes, podria ser tildado de hipócrita por escrever tudo isto; mas acho que há umha sublime diferência entre utilizar estas redes para ajudar a defundir o que publicas nos teus próprios médios (e nom amolar-se porque sejam censuradas) e que só utilices essas redes para comunicar-te com o povo (e depois te cause grande anojo que te censurem).

E isso por nom falar do mal uso destas redes que fam muitíssimas pessoas quando publicam feitos que sucederam muitos anos atrás como se fossem novidades (confundindo com elo a toda pessoa que o lea sem se percatar da data correta e dándo-lo por atualidade) ou quando dam pulo a “fakes” e ajudam a dar pulo a incríveis falsidades como se fossem garndes verdades.

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(1) Índa fica muita gente no mundo que desconhece ou nunca tivo acesso a esta tecnologia (que enveja!!)

(2) Por esta mesma lógica promovo e partico a abstençom nas eleiçons “democráticas”

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