[Porto] Solidariedade com os anarquistas acusados de assaltos a bancos em Aachen, Alemanha

Texto encontrado nas ruas de Porto:

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LIBERDADE PARA OS ANARQUISTAS ACUSADOS DE ASSALTOS A BANCOS EM AACHEN, ALEMANHA

Durante os últimos meses alguns anarquistas foram presos em Barcelona e Amesterdão e deportados para a Alemanha. São acusados de terem participado em assaltos a bancos na cidade de Aachen. As suas detenções foram o resultado da colaboração de forças policiais de diferentes países europeus, entre os quais Portugal, fazendo-se notar a recolha e comparação de amostras de ADN. Este tipo de operações policiais é um exemplo do aumento da tendência da repressão em espalhar os seus tentáculos a todos os cantos da existência humana.
As inovações tecnológicas permitem que a vigilância sobre as vidas dos indivíduos seja possível desde salas de controlo distantes. Todo o tipo de comportamento e comunicação humana é gravada e armazenada em bases de dados. Enquanto uns se submetem voluntariamente às exigências de transparência e da perda de privacidade, para outros o espaço para se moverem livremente torna-se, de facto, mais restricto*. Até o corpo humano é medido e comprimido em informação manejável. A realidade é reduzida a um código e prontamente posta em uso pelos seus codificadores. Assim, os laboratórios produzem provas que podem ser usadas em tribunais como cientificas e, supostamente, inquestionáveis.

O que está a ser escondido é que a policia e os tribunais são apenas ferramentas nas mãos do Estado para reforçar a sua dominação. A declaração de inocência ou culpabilidade está longe de ser uma conclusão objectiva de um processo de investigação neutro. Acaba por ser muito mais a expressão da violência opressora e do desejo de vingança de um sistema que procura isolar os seus opositores.

Inocência e culpabilidade são palavras que não nos pertencem a nós mas sim àqueles que querem reprimir. Como indivíduos com um desejo de liberdade e auto-determinação, sentimos afinidade com aqueles que exploram o seu próprio caminho contra a sociedade autoritária.

[*Nota: Isto não significa que devemos ser fatalistas. Para contrariar esta ideia podemos referir os encapuçados que, em Bure na França, conseguiram, usando simples fogo de artificio, fazer fugir o helicóptero da policia que sobrevoava sobre as suas cabeças, atacando de seguida as obras de um futuro aterro de lixo nuclear. Ou os que, no mesmo mês de Agosto, incendiaram os laboratórios do instituto forense (que providencia as provas à policia) em Bruxelas, Bélgica]

Informa B.Castrom para Abordaxe

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