Duas pessoas de Vimianço e Arteijo sofrem condenaçom mediática internacional por inexistente vinculaçom ao ISIS

Um aparelho policial espetacular deteu as duas pessoas na segunda-feira, segundo o Ministério do Interior madrileno pola sua relaçom com alegados terroristas do Estado Islámico.

O alvo da condenaçom mediática – eventualmente, mas nem sempre, seguida de condenaçom judicial – nom foi esta vez o tantas vezes criminalizado independentismo galego, mas diretamente a imigraçom.

Abdelkarim Tergou e Abdelkamer Redjimi, de origem argelina e residentes em Arteijo e Vimianço, fôrom surpreendidos de madrugada na sua moradia, e levados a 600 km de distáncia pola Guarda Civil espanhola, que os transportou até à capital daquele país.

Um aparelho policial espetacular deteu as duas pessoas na segunda-feira, segundo o Ministério do Interior madrileno pola sua alegada – e finalmente inexistente – relaçom com alegados terroristas do Estado Islámico.

A seguir, a condenaçom mediática, prévia a qualquer julgamento, espalhava através dos seus vozeiros do ódio a identidade e detalhes da vida privada das duas pessoas investigadas. Só após difusom internacional da notícia, da identidade de Abdelkarim e Abdelkamer e de umha audiência acrítica que dava a culpabilidade dos dous argelinos como certa chegou a verdadeira notícia:

Nom existia qualquer classe de prova para vincular Tergou e Redjimi com açons do Estado Islámico. No melhor dos casos – supondo que mesmo isso seja verdade – haveria umha relaçom indireta com outra pessoa que, à sua vez, teria ajudado alegados terroristas jihadistas, e isso todo sem conhecimento dos dous galegos – argelinos, segundo admitiu a Guardia Civil – só após a espetacular açom e difusom da identidade dos dous inocentes de terrorismo.

Entretanto, Redjimi gritava a sua inocência, mesmo numha entrevista na Rádio Galega onde assegurava que era “muito grave” o que acontecera e que “nom era umha brincadeira”, assinalando que a notícia chegou a difundir-se no seu país natal, Argélia.

Mantém-se contra ambos os argelinos a acusaçom de tráfico de pessoas, mas após o acontecido paira a dúvida razoável de se esse cargo é mantido só para, polo menos, manter umha mínima justificaçom para a açom repressiva. Mesmo supondo algumha base para isso, é necessário ter em conta que as autoridades espanholas consideram frequentemente como tráfico de pessoas a ajuda solidária a pessoas migrantes, como por exemplo no caso da ativista Laura Bugalho, que chegou a estar também ameaçada judicialmente por essa figura.

A paranoia terrorista, tam útil aos interesses do capital na sua transiçom para formas mais autoritárias, e o racismo institucional e mediático cobrárom esta semana duas vítimas galegas.

Fonte: gz.diarioliberdade.org

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