[Lugo] Palestra no Ateneo Libertario A Engranaxe: «Reintegracionismo: umha oportunidade para o galego».

Data:
VENRES, 9 DECEMBRO, 2016 – 20:00

Que é o reintegracionismo?

O reintegracionismo postula que o galego, o português e o brasileiro som variantes da mesma língua. Esta tese foi a defendida tradicionalmente polo galeguismo.

A palavra reintegracionismo deriva de reintegrar que quer dizer ‘integrar novamente‘. O reintegracionismo é umha estratégia para a língua da Galiza que se baseia num facto histórico, umha análise e umha hipótese razoável.

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FACTO HISTÓRICO

O facto histórico é que a nossa língua nasceu no Reino da Galiza, na Idade Média, num território que incluía a atual Galiza e o norte de Portugal1). Esta língua avançou para sul em direçom ao que seria o Reino de Portugal e depois cruzou os oceanos. Sucedeu que enquanto no Reino de Portugal triunfou socialmente, sendo a língua de todos os estamentos sociais, a norte do Minho, foi a língua castelhana a que ocupou a cúspide social aumentando a sua presença até o dia de hoje em todas as classes sociais.

ANÁLISE

A análise revela que:

  1. Do ponto de vista linguístico, as falas galegas estám mui castelhanizadas sendo esta a principal barreira para comunicarmos com os falantes do resto do nosso domínio lingüístico.
  2. Do ponto de vista funcional, a nossa língua na Galiza está ausente em áreas estratégicas para umha língua: meios de comunicaçom, justiça, empresa, etc, espaços ocupados polo castelhano.
  3. Do ponto de vista cultural e identitário, a maioria dos falantes sentem mais familiar o castelhano que as variedades lusitana ou brasileira. A cidadania galega está empapada de cultura expressada em castelhano mas desconhece a lusitana, a brasileira ou a africana de fala portuguesa. Isto verifica-se especialmente quando queremos aceder a produtos culturais noutras línguas (traduções de livros, cinema, software), ocasiom em que inércia nos leva a recorrer ao castelhano.

HIPÓTESE

A hipótese razoável é que das duas estratégias que se postulam para inverter o estado atual da nossa língua, a autonomista (galego é só a língua da Galiza) e reintegracionista (galego é a língua da Galiza e de vários países mais), a segunda pode ser a mais eficaz.

Porquê?

  1. Do ponto de vista lingüístico porque as variedades de Portugal e do Brasil som as línguas comuns nos seus países e a língua é soberana a respeito do castelhano ou de qualquer outra. Apoiar-nos nelas permitiria soberanizar a nossa variedade.
  2. Do ponto de vista funcional, muitas das carências da nossa língua na Galiza poderiam superar-se com outras variedades da nossa língua, nomeadamente a do Brasil e a de Portugal.
  3. Do ponto de vista cultural e identitário, a nossa cultura inserida na lusófona, veria-se reforçada e alcançaria mais difusom. Umha identidade compartilhada com os outros países que falam a nossa língua, reforçariam a identidade da nossa língua como sendo independente do castelhano

Fonte: engranaxe.org

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