[Lugo] Grupo de estudos: Foda-se Google

Data:
MARTES, 29 NOVEMBRO, 2016 – 16:30 a VENRES, 9 DECEMBRO, 2016 – 21:30

Vivemos num mundo dominado polas novas tecnologias, internet e as redes sociais. Umha parte acha que som umha ferramenta de democratizaçom, participaçom e igualitarismo, e que  os movimentos sociais devemos aproveitar. Foi comparada com a descoberta da imprensa no início da modernidade, considerando-se que teria efeitos igualmente revolucionários.

Logo duns poucos anos , quiçais os últimos cinco para a Galiza, o uso de redes como facebook ou twitter e de aplicaçons de telemovel como o whatsapp tenhem passado a ser habituais tanto a nivel individual como coletivo. Muitos e muitas acolherom com entusiasmo estas novidades que ajudavam a socializaçom da mensagem que queriamos transmitir, outras renegarom ou ficarom expetantes diante desta maré tecnológica polas suas implicaçons como elementos de isolamento.

O uso das redes sociais para a organizaçom dos protestos estivo representada no estado espanhol polo 15-M. A ocupaçom da rua foi parelha ao uso das novas ferramentas como facebook e sobretodo o twitter. Nesse movimento,  igual que antes nos EUA e na “Primavera Arabe”  derom-lhe às redes esse caracter de democracia direta frente aos meios de comunicaçom e o governo. Umha ideia que já foi saudada por Negri e Hardt dando-lhe umha visom revolucionária ao papel da internet, que seria o espaço alternativo da multidom (conceito amplo e que se refere a todos os potenciais contestadores do poder do “Império”). Na frente desta visom abre-se o debate sobre o que podemos denominar ativismo virtual. Manifestos na rede para assinar, convocatórias com miles de convidadas às que finalmente assistem as de sempre, centos de seguidores e amizades que nom conheces na realidade, trendings topics, grupos de whassap com pouca participaçom real,etc. Como dixo Guy Debord ” a misom histórica de instaurar a verdade no mundo, nom a pode realizar nem o individuo isolado, nem a massa atomizada”.

O meio impom as suas regras, nom se trata de umha tecnologia neutra. A búsqueda da imagem , do desenho mais chamativo.  Como fala Kurz da estetizaçom militante, na que nom se trata mais da cousa em si, mas do estilo. Nom se reconhece outro critério de verdade que o número de comentários  “gosto” na net. Ligamos assim coa temática do anterior grupo de estudos dedicada à democracia direta.

Hoje a realidade é que umha boa parte das usuárias das redes passam mais tempo comunicando através destes canais que em pessoa. Em redes como facebook prima um comportamento egocentrista , de exibiçom da intimidade . Os individuos consideram-se cada vez mais os seus próprios actores no seu próprio teatro. Esta pseudo-vida real tem funçom compensatória para a miséria das relaçons sociais reais. Um número crescente de pessoas tem na rede umha espécie de residência espiritual  e cultural que abandona apenas ocasionalmente para umha visita à realidade social e material. Analisaremos em que medida esta fuga para um além simulado digital aponta para a miséria da realidade capitalista. É nesta linha na que incide a série británica Black Mirror coa que abriremos este ciclo de debates.

Por outra parte está o uso de internet como fonte de informaçom e comunicaçom, a sua apariçom significou umha maior liberdade de informaçom. Contudo também a rede adoece de falta de pluralismo já que as grande empresas tenhem métodos de influência para ter maior presença sobre o conteúdo. Nom devemos olvidar quem som os seus proprietários .Google está no primeiro lugar. (Youtube ou Motorola Mobility pertencem a estes). Entre os seus acionistas, por por um exemplo,  atopa-se Eric Schmidt -membro do clube Bilderberg-  que foi presidente e diretor geral até o 2011. Entre os inversores estám grandes fundos de inversom de capital de risco.Facebook ganhou 18000 milhons de dólares coa sua saida à Bolsa. Entre os principais acionistas está o Goldman Sachs , um banco implicado na crise financieira dos EUA no 2008. Também estám membros do governo de Obama e diretivos  que compartem cargos com grandes multinacionais. Facebook comprou em 2014  Whassap o  aplicativo de mensageria de móvel com mais usuárias.Twitter está composto na sua maior parte por acionistas de companhias de capital de risco e a Skype pertence a Microsoft e Tuenti a Telefónica.

Umha outra é o formato mesmo que internet impom ao jeito de chegar a informaçom. Google por exemplo financia-se de publicidade polo que no seu modelo o que favorece nom é a crítica e a atençom senom o consumo de informaçons isoladas. A superficialidade vai parelha a incapacidade de fazer pensamento subversivo. A Internet privilegia a eficácia, o imediatismo e a massa de informaçons. Nela a leitura é fragmentada e descontínua. No horizonte desponta o risco de a leitura clássica se turnar insuportável, até mesmo físicamente.

Estas empresas privadas nom tenhem problema em eliminar o conteúdo do que nom gostem. Apresenta-se assim outro tema a debater que é o da censura na rede. Vetar imagens ou bloquear contas no facebook é algo habitual como também eliminar videos do youtube . Mentres fam isto eles mantenhem os seus enormes ficheiros de dados sobre os usuários incluso depois de fechar umha conta nas redes sociais.

O controlo é outra das razons de ser da rede. Nom podemos olvidar as origens militares da cibernética -o pensamento policial do Império- do que fala o Tiqqun. Internet é umha máquina de guerra. O militares estadounidenses queriam um dispositivo que preservasse a estrutura de mando em caso de ataque nuclear. Em que medida estamos baixo vigiança permanente. Com finalidade repressiva e também mercantil já que a rede permite-lhes conhecer os gostos do consumidor e condicionar coa sua publicidade. Estamos diante da socializaçom do controlo na que os vigiantes som a sua vez vigiados.

Cremos que os nosso dados “pessoais” nos pertencem, como o nosso carro ou os nossos sapatos, e que nom fazemos mais do que exercer a nossa “liberdade individual”  ao permitir que Google, Facebook, Apple, Amazon ou a polícia tenham acesso a eles, sem vermos que isso tem efeitos imediatos sobre aqueles que a tal se recusam, e que serám tratados como suspeitos potenciais desviantes. O governo pode suspeitar das pessoas que desertem  do uso de tecnologias, de ter um perfil virtual ou um smartphone. Como medida antiterrorista o governo constituirá entom um ficheiro de “pessoas escondidas”.

No segundo bloco queremos falar da segurança. Também há um mundo alternativo dentro da rede. Hoje existem grupos que trabalham para dar ferramentas livres dentro da rede ou nas aplicaçons móviles. Vamos a seguir empregando internet e aproveitando para a transformaçom da sociedade? em todo caso devemos repensar como empregar estas tecnologias. A sua vez leva-nos ao terceiro bloco no que trataremos de analisar as perspetivas de futuro numha sociedade cada vez mais sumida nas novas tecnologias.

Fonte:engranaxe.org

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