Acidente ferroviário em comboio da Galiza para Portugal fez quatro mortes e 50 pessoas feridas

De acordo com testemunhas no local o acidente que ocorreu às 8.30 h deu-se numa reta e o comboio fez uma travagem muito brusca mas não evitou o descarrilamento. É o segundo acidente ferroviário com mortes que acontece na Galiza em só dois anos. O comboio fazia o trajeto de Vigo para o Porto (Portugal).

No local estiveram várias corporações de bombeiros, galegas e portuguesas, e os serviços de Proteção Civil. Para a zona do acidente foram igualmente enviadas equipas médicas de helicóptero, a partir de Compostela.

A presidenta da Câmara do Porrinho, onde aconteceu o acidente, disse ao jornal Público que no comboio seguia um grupo de turistas em direção ao aeroporto do Porto, pelo que entre as feridas há pessoas de várias nacionalidades, incluindo pelo menos portuguesa, norte-americana, coreana e italiana e galega.

Entre as quatro mortes, estão o maquinista português, dois galegos e uma pessoa cuja nacionalidade não foi ainda confirmada. As causas do acidente estão ainda por apurar, mas o comboio descarrilou e foi bater num poste de alta tensão.

Eu não fui, que foi o maquinista

Em todo o caso, já começou a vergonhosa cena com que as administrações autónomas galegas e as espanholas, que gerem essa nação submetida, tentam despejar responsabilidades. Assim, muito embora o delegado do regime espanhol Santiago Villanueva dissesse que “não é momento de fazer especulações sobre as causas do acidente”, apressou-se a deitar suspeitas sobre o maquinista: “o que está claro é que havia obras ness trecho de via (…) e que havia uma velocidade de entrada determinada”, insinuando que o maquinista teria-a ultrapassado e apontando sobre ele (falecido) a responsabilidade do sinistro.

Foi exatamente a mesma estratégia com que as autoridades de Madrid se desvincularam do acidente que em julho de 2014 deixou 80 pessoas mortas em Compostela, num comboio de alta velocidade que, no entanto, não dispunha de uma elementar norma de segurança: a travagem automática em caso de indisposição ou desatenção do maquinista.

Engenheiros consultados pelos meios galegos criticaram a existência de tramos de vias de ferro no interior de núcleos urbanos, neste caso o Porrinho, e lembraram que uma melhora da qualidade na ligação entre a Galiza e Lisboa teria evitado este sinistro. Outros engenheiros consultados pela imprensa portuguesa assinalaram a possibilidade de falhos no sistema de desviação pelo que o comboio atravessou imediatamente antes do acidente.

Convém, ainda, não esquecer que a Comboios de Portugal – companhia que geria o veículo acidentado no trajeto Vigo – Porto – soma já 20 acidentes nos últimos 16 anos. Vários deles com vítimas mortais.

Fonte: Diário LiberdadeInclui informações de Esquerda.net.

Video: Vigo al minuto

 

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