O curioso caso do miliciano comunista alemám da guerra espanhola adorado durante décadas como cura beato mártir

Gutmann_martir2Por O gajeiro na gávea

Bo momento para dar pulo a tal original notícia, justo agora que o “rojerio patético” seica esta anojado com o nomeamento da monja Teresa de Calcuta como santa católica e tiram seus falsimedios de biografias (ou hagiografias) do seu “lado obscuro” como se lhes fosse a vida ne-lo; em troques de considerar como algo lógico que seja elevada aos altares quem deu mostras abondo de fidelidade aos princípios dessa igreja e deixar que fagam o que lhes pete cos seus meritórios e suas premiadas. Que a mim me importa tanto como que nomeem sócio honorário do aero-clube a Amancio Ortega ainda que nom lhe goste voar.

Mas imos co assunto que nos trata que parte dumha confusom ao identificar uns negativos que derom pê a que no entorno de Huesca fosse identificada a imagem dum moço guapetom, sorrinte e alegre como o Beato Martín Martínez Pascual e mesmo que essa imagem sega a figurar como tal em várias páginas webs católicas, como na que escreveu um tal David Garrido, quem sinala no blogue “Pregunta Santoral – Tus preguntas sobre santos” que o home da fotografia tinha 25 anos e que “como vemos en la foto que abre el artículo murió alegre, sereno y amando a la iglesia.

Esta foto fora tomada em setembro do 1936 por Hans Guttman, membro das Brigadas Internacionais, quem mudara seu nome polo castelanizado Juan Guzmán, quando a milicia recuperara para a República a pequena vila de Pompenillo, caminho de Huesca. Guttman ou Guzmán tirara umha série de fotos: um gardia civil morto, algum paisano preso, o cura do povo momentos antes de ser fusilado… e foi identificando os negativos ao seu jeito. Ao remate da guerra, Guttman foi-se a México, e viviu alá o resto da sua vida.

principal-holocausto-catolico-esEm 1987 a agencia Efe fai-se com o arquivo de Hans Guttman e começa a difusom da imagem, até entom inédita, do cura bo moço, guapo, que desafia á morte com a alegria de quem se sabe no bando dos bos, e que foi identificado rápidamente como o sacerdote Martín Martínez Pascual, fusilado em Valdealgorfa, Teruel, em 18 de agosto de 1936 (e que foi beatificado em 1995 por Juan Pablo II). Desde entom dita imagem foi utilizada como icono da perseguiçom religiosa contra o clero espanhol, e escreverom-se páginas e páginas sobre como o sacerdote da foto “espera con un gran coraje una ráfaga de balas que le envíen directamente al cielo con la corona del martirio puesta”, filmarom-se e representarom-se reconstruçons da sua morte, editarom-se estampinhas com sua efígie e durante décadas foi considerada como umha imagem dum cura mártir da “Cruzada” a quem se lhe rezava com adoraçom na bisbarra do Alto Aragón; mesmo essa imagem ilustra a capa principal do livro ‘El holocausto católico’ de Santiago Mata.

Fotos del Brigadista ingles Alec Wainmam

No entanto, todo este material hagiográfico está equivocado.

A publicaçom do livro ‘Live Souls’, com imagens inéditas da guerra espanhola tomadas polo brigadista inglêsAlec Wainman, vem a confirmar definitivamente que a imagem ante a que muitos devotos e muitas devotas levam anos rezando nom é a do beato, e com toda probabilidade nem sequer é a dum sacerdote, e muito menos instantes antes da sua morte. Wainman fotografiou essa mesma pessoa 36 dias depois da morte do beato Martínez Pascual e nom em qualquer circunstância: esse barbudo desconhecido está en primeira linha do sítio de Huesca, num sector ocupado por milicianos da UGT e PSUC, voluntários británicos e a centúria Thaelmann, composta por comunistas alemáns, com o mono de faena do ejército regular republicano, cartucheira regulamentária ao cinto e departindo sorrinte com seus camaradas:

de_jovenÉ claro que houvo um erro da agência EFE ou do fotografo Hans Guttman á hora de identificar ao suxeito da foto; se bem é um tanto curioso que, havendo como há umha outra foto do beato Martín Martínez Pascual, bastante mais feinho e sério do que a foto do guapo miliciano sorrinte, houvera alguém com certo poder dentro da igreja católica que nom duvidara em identifica-lo como tal em 1987 e figera dessa imagem um icono adorável como prototipo dos mártires da guerra. Porque nom é o mesmo adorar a um que ao outro, acho eu.
beato martin martinez pascual

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