Castros, Compostela antes de Santiago

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Na foto o Castro do Poço da Neve (Meijomfrio)

Haverá quem leve surpresa ao inteirar-se de que existem castros no concelho de Compostela. Nom é estranho já que esta nom é umha informaçom que apareça nos guias turísticos ou noutros materiais divulgativos habituais. Mas por estranho que parecer realmente existem esses castros e nom precissamente em número pequeno. O catálogo de bens culturais anexo ao Plano Geral de Ordenaçom Municipal recolhe mais de 30. O que passa é que os castros compostelanos, ao igual que outros elementos que nom encaixam bem nos esquemas turistificadores jacobeus, sofrem dos males habituais do património cultural galego: esquecimento, abandono, subestimaçom, ocultamento…

Da Comissom de História da Gentalha do Pichel já manifestamos em numerosas ocasions a nossa contrariedade com esta situaçom e, conseqüentemente, levamos avante iniciativas para difundirmos e tornarmos acessível parte desse património oculto. Agimos com o convencimento de que só conhecendo o nosso património poderemos apreça-lo e conserva-lo.

  • Que som os castros?

Os castros som os assentamentos da gente que habitava a Galiza e arredores ( do Douro ao Návia) na Idade de Ferro ( IX aEC I EC) até a chegada do Império Romano. Povoados fortificados de formas variáveis, construídos sobre outeiros e de fácil defensa.

Celtas? Castrejas? As habitantes dos castros som as nossas diretas antepassadas já que todas as evidências, escritas e arqueológicas, indicam que nem a romanizaçom, nem a posterior invasom sueva, supugérom umha desapariçom da base populacional originária. Os castros de Compostela estám sem escavar mais ainda é possivel ver diversas estruturas defensivas.

  • Que podemos ver nos castros de Compostela?

Ao falar de castros o mais comum é que nos venha à mente a imagem dos restos de edificaçons circulares como os que podemos ver em Baronha ou Santa Tegra. Essa imagem temo-la que esquecer no momento de visitar os castros compostelanos já que nengum deles foi escavado, polo que esses restos circulares, se existirem, nom som visíveis.

Isto nom significa que nom há nada que ver. Mesmo sem estarem escavados em muitos castros som facilmente percetíveis parte das suas estruturas, especialmente as defensivas: muralhas, fojos, terraplenos…

  • Castros urbanos

Debaixo das ruas que pisamos todos os dias também há restos ou indícios de castros, como por exemplo: o castro deo Poço da Neve, entre Meijom Frio e Salgueirinhos, o castro de Santa Susana, na Alameda, ou o castro de Sam Fiz, no Mercado.

  • Arqueotoponimia

A toponímia é a nossa grande aliada para detetar a presença de um jazigo castrejo. Há muitos nomes de lugar que delatam um castro; uns advertem do tamanho (Castelinho, Castro Maior, Castrilhom, Castrelo…) e outros contam a antiguidade (Castro Verde…) mas em geral, podes estar certa de ter diante um castro quando descobras um lugar chamado Castro, Coroa, Croa, Cividade, Castelo, Cristelo, Crasto, Cerca…

Este texto fai parte dum tríptico publicado pelo C.S. Gentalha do Pichel, coa intençom de realizar umha achega xs compostelanxs e galegxs sob o seu proprio património, para apreça-lo e coida-lo. Nós desde Abordaxe!, quigemos comtribuír a difundi-lo.

ligaçons para aprofundar:

patrimoniogalego.net

colectivoarula.wordpress.com

onosopatrimonio.blogspot.com.es

mrpatrimonio.blogspot.com.es

patrimoniocultural.pt/pt

cultura.gal/gl/patrimonio-cultural

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