Os cárceres seguem matando. Mortes recéns nos talegos espanhois

13254407_806746956137058_1787433900490008845_nPor O gajeiro na gavea

Os cárceres, demonstraçom palpável e cada vez menos vissível (pola lonjania na que estám ubicadas) do fracaso deste sistema económico no que nos vemos imersas a sociedade mundial atual, seguem a existir para amedrentar á gente do povo, para evitar que esta se rebele ante as injustiças que padece por parte de governos e capital e para criminalizar a dissidência e, como bem sinala o meu desenhador gráfico favorito: a pobreza. Se por algum casual algum rico cae na “trena” as suas curtas estâncias em celas de lujo nom tenhem nada a ver com o que tenhem que padecer a gente do comum: TORTURA, MISÉRIA, DEGRADAÇOM e MORTE. Os relatórios de pessoas mortas baixo custódia som umha prova de que o cárcere nem reinserta nem rehabilita e monstram a contínua inaniçom por parte de governos, juizes e legisladores por modificar esta vergonha social e a cumplicidade do pessoal médico destinados nestes centros da morte.

Desde aqui fágo-me eco da notícia publicada no Boletín Tokata com o mesmo cabeçalho (que traduzo):

A mediados de abril, tivemos notícias da morte dum preso chamado Chiqui no cárcere de Picassent (Valência), supostamente, a causa um infarto de coraçom, ainda que era um home novo. Umha testemunha presencial contou-nos que tardaram mais de quatro dias em atender-lhe ajeitadamente, a pesares de que se queixava dumha dor aguda no seu peito e de que se lhe durmia o seu braço esquerdo, síntomas típicos do que logo lhe passou. A quem estava ali paréce-lhes que se tardou demasiado em atender-lhe e quedou-lhes umha dúvida moi forte sobre a atuaçom dos médicos responsáveis, porque o rapaz morreu 20 minutos despois de que os serviços sanitários carcereiros pugésem-lhe umha injeçom e déram-lhe umha pilula “para baixar-lhe a tensom”.

425842O cárcere de Villabona (Asturies) foi chamada demagógicamente “o cárcere da esperança” polos propagandistas das “Unidades Terapeúticas e Educativas”(UTEs), experimento terapeútico-penal que se iniciou ali e que já foi desenmascarado totalmente como o prototipo dum régime carcerário do que se puido dizer com justiça que constitue “a outra cara do FIES”, pola vulneraçom dos direitos fundamentais das pessoas presas e a diminuçom a sua dignidade que supom. Pero ali nom deixa de morrer gente, moi frecuentemente por“suicídio” ou suposta sobredose. O último em morrer, umha vez mais na enfermaria desse cárcere, de sinistra fama, foi Eugenio Hernández Dá Silva, de 33 anos, por umha suposta sobredose de heroina e pilulas, segundoas duvidosas fontes de que disponhemos. Os partidários da UTE, que conta com apologistas tam “prestigiosos” como “a defensora do povo” ou determinadas personalidades da “esquerda”amarela estatal e asturiana, tamém aproveitarom, como voitres, esta morte, igual que outras moitas anteriores, para promocionar o seu “modelo de tratamento”, fazendo ver que as mortes se produz porque nom lho potência suficientemente, quando a verdade é que as “Unidades Terapeúticas e Educativas” e o poder terapeútico da autoridade carcerária que articulam nom criam mais que novas situaçons de dependência e degradaçom que nom beneficiam em nada ás pessoas presas nem contribuem, por descontado, a que diminúam o tráfico e consumo de drogas legais e ilegais nos cárceres.

Um preso do cárcere de Teixeiro (A Corunha),JADS, de 45 anos, morreu o 7 de maio, na cela onde o tinham encirrado. Na notícia aparecida em médios de moi escasa credibilidade, baseada submissamente, como adoita suceder nestes casos, na versom dos carcereiros, especuláva-se com que a causa fosse umha sobredose de droga. A morte foi durante a noite ou a madrugada e foi descuberta pola manhá, quando os carcereiros abriram a sua cela. Coménta-se tamém, pero com ligeireza e sem profundar nas informaçons respeito didso, a insuficiência da assistência médica no cárcere galego. A primeiros de janeiro, morreu nesta mesma prisomJVP, natural da Corunha, por problemas hepáticos, ao nom receber o tratamento ajeitdo para a hepatite C que padecia. A negligência, tanto da administraçom penal como da sanitária, negándo-se a tomar as medidas necessárias para salvar a vida a esta pessoa e a outras, estando ao seu alcance e sendo a sua obriga legal, é tam evidente que até a fiscalia apresentou denúncia contra os responsáveis por isso.

c2ef6b19b9d3a43650ed8ccfbbaad54c_largeO pai dum preso que faleceu no cárcere de Aranjuez(Madrid) o passado 20 de agosto reclamou á Audiência Provincial madrilenha que se investigara a morte do seu filho, co fim de esclarecer se foi vítima dum homicídio e se o cárcere cometeu algumha negligência no seu dever de supervisar a sua seguridade. No recurso apresentado, denúncia que o Julgado de Primeira Instância e Instruiçom número 1 de Aranjuez arquivou o caso sem atender ás numerosas diligências de investigaçom que solicitou para aclarar as causas do falecemento. Ao seu juízo, o centro penal poderia ser “responsável direito” ao atoparse o recluso baixo a sua “tutela e supervisom”, lembrando que o Tribunal Supremo estabeleceu que a Administraçom deve velar pola vida e a seguridade dos internos, posto que o contrário constituiria umha “culpa in vigiando”. Pede que a autoridade carcerária fága-se cargo dos gastos funerários, que se incinere o corpo e se entreguem as cinzas do falecido aos seus seres queridos, que residem em Miami (EEUU). Lembrando que o Tribunal Supremo e a Lei de Enjuizamento Criminal disponhem, em casos análogos, que sejam dous peritos os que realicem os informes forenses para “reforçar a sua eficácia, acerto e rigor técnico”, reclama que se faga um segundo para contrastar co único que se figera até agora. Solicitou tamém, sem éxito, a gravaçom das cámaras de seguridade que enfocarom entre o 19 e 20 de agosto de 2015, incluida a noite, á cela do seu filho, para conhecer que figera as horas anteriores a quitarse a vida, se puido evitarse, se tivo algum comportamento estranho e se havia vigilância nesse momento. Cita um informe psicológico da prisom de León, onde estivo o seu filho até cinco meses antes da sua morte em Aranjuez, que lhe descreve como umha pessoa “estável” e cum “aparente bo comportamento”. “Nom entendo como se explica, como pode cambiar tanto um interno em sete ou oito meses para poder chegar a tomar umha decisom como a do suicídio, quando nos nove anos anteriores, estando interno em León, nom houvera indício de trastorno algum, desequilibrio ou quadro psicótico que puidera levar-lhe a comete-lo”. Solicita os interrogatórios do director, os psicólogos e outros trabalhadores do centro penal Madrid VI. E, finalmente, denúncia que se está vulnerando o seu direito á tutela judicial efectiva ao nom practicarse a “mais mínima e essencial diligência de investigaçom”.

O cárcere segue matando, como nom podia ser menos, quando a umhas condiçons de vida que de seu minguam, enfermam e destruem, mais ou menos lentamente, ás pessoas submetidas a elas e entre as que se incluem frecuentemente as torturas e outros tratos crueis, inhumanos e degradantes, engádese umha situaçom médico-sanitária que tem todas as características dumha verdadeira catástrofe humanitária, onde a prevalência, por exemplo, de enfermidades infecciosas como a hepatite C, ou do VIH, é moi superior á da rúa, pero os tratamentos moito mais dificis de obter e moito mais escaso o pessoal médico-sanitário, ademais de que nom se pode esperar humanidade duns médicos que som ao mesmo tempo carcereiros. Onde as drogas legais e ilegais formam parte e até se pode dizer que ocupam o centro da vida cotiá de moita gente presa. Onde há centenares de enfermos graves de todo tipo abandonados nos pátios ou nas enfermarias carcerárias, moitas das quais, como a de Villabona, som lugares de pesadelo. Pero nom se aplicam os preceptos legais que disponhem a liberdade condicional anticipada de pessoas anciás ou que padezam enfermidades terminais, graves ou incuráveis. As mortes mencionadas mais arriba nom som mais que as últimas das que nos decatamos. Houvo moitas outras, dumha parte delas puidemos dizer algo aqui, e quem legalmente deveriam ocuparse disso, miram para outro lado. Pero nom se trata só da mortaldade física, senom dumha situaçom que se pode cqalificar no seu conjunto de inhumana e degradante.

¡OS CÁRCERES SOM LUGARES DE EXTERMÍNIO, TORTURA, MISÉRIA E DEGRADAÇOM!

¡ABAIXO OS CÁRCERES!

¡FIM DO PODER PUNITIVO!

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