|17 de maio| Seguimos luitando por umha Galiza em galego!

Comunicado de Liça:

“Galiza somos nós:

a xente e máis a fala

Si buscas a Galiza en ti tes que atopala!”                                                                                                                 Manuel María

Chega mais um ano o 17 de maio, Dia das Letras Galegas. Umha jornada de reivindicaçom da língua galega e do seu futuro, assim como de denúncia das políticas que a levárom à sua penosa situaçom atual. E é que no que se refere ao seu uso, a nossa língua atopa-se no seu pior momento histórico. Por primeira vez já nom é a língua de uso cotiám da maioria da populaçom galega. Por outra parte, a sua utilizaçom no ámbito urbano é cada vez mais

excecional, fenómeno mais agudizado quanto mais baixarmos na escala de idade da populaçom. Só se conserva claramente maioritário no ámbito rural, cada vez mais envelhecido e desabitado. E ante esta situaçom límite na que se atopa o nosso idioma a Junta da Galiza nom só mira para outro lado, mas ainda se atreve a lançar mensagens positivas totalmente afastadas da realidade, manipulando as conclusons que se podem sacar com os escassos dados estatísticos com os que contamos, disfarçando assim os devastadores efetos da sua política de bilinguismo e trilinguismo nas aulas e da pantasma da imposiçom do galego para neutralizar qualquer intento normalizador.

 A nossa língua está a morrer, precisa tratamento de urgência e nom podemos aguardar a soluçom mágica de um hipotético futuro novo governo galego que puger fim à política linguicida. A soluçom tem que ser já e nom virá com leis e decretos (venham da cor política que vinherem), mas passa pola nossa capacidade de trabalhar desde a base a prol da sua recuperaçom. É umha luita difícil (como todas), mas nom podemos confiar em ninguém mais; é um problema que nos afeta a nós, que pom em jogo a possibilidade de podermos fazer a longo prazo a nossa vida na Galiza em galego, polo que só nós, com a nossa força e desde a nossa autogestom, podemos trazer a soluçom.
Umha das claves para enfrentar este repto e reverter a mala saúde do galego é botarmos abaixo a barreira mental que nos introduzem ao olharmos mais abaixo do Minho. Compre resituar o galego no lugar que lhe corresponde: o sistema linguístico compartilhado por centos de milhons de pessoas da Galiza, Portugal, Brasil, Angola e o resto de ex colónias portuguesas espalhadas polo mundo. Se for certo que a nossa língua nom ultrapassa Galiza, defenderiamo-la com a mesma veemência, mas tendo na nossa língua a chave de um imenso campo comunicativo e cultural, seria umha irresponsabilidade nom explorarmos essa opçom, só entendível por obscuras intençons que pouco tenhem que ver com a defesa do galego.
 A nossa língua conta ademais com umha caraterística particular: o seu forte componente de classe. O galego já nom é a língua amplamente maioritária da classe trabalhadora galega, mas segue conservando o seu caráter popular. É por isso que a reivindicaçom do uso do galego e a da classe trabalhadora e o orgulho de pertencer a ela som questons que devem ir paralelas, até conseguir que a classe trabalhadora galega se identificar com a língua própria do País, essa que a burguesia galega (cómoda no assimilacionismo espanhol) rechaça e quer ter o mais longe possível.
Em Liça nom cremos na coexistência pacífica com umha língua introduzida polas elites para acabar com a nossa, polo que rechaçamos discursos resistencialistas que pouco mais buscam que conservar o pouco espaço que lhe resta ao galego. É urgente quitarmo-nos de enriba o complexo que nos impugérom e dizer claramente que nom estamos aqui só para evitar o extermínio da nossa língua ou para que se derem nela o 50% das aulas; estamos polo monolinguismo social em galego e pola sua plena hegemonia. Estamos, em definitiva, por umha Galiza 100% em galego e nom pararemos até consegui-la.
Liça, mocidade revolucionaria
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