Quem rouba um ladrom…

Por O gajeiro na gávea

camelos e agulha.php

Eu, que tivem umha educaçom católica da que em boa lógica nom me arrependo, (considero que de tudo o que vives é importante tirar experiências e aprendizagens que conformem teu carater e que fiquem, dalgum jeito, para sempre como parte do teu princípio vital ) ainda lembro com estupor (polo estranho) e ademiraçom (polo ejemplo) do relato da expulsom dos cambistas do templo quando Jesus «expulsou todos os que ali vendiam e compravam, derribou as mesas dos cambistas,(…); e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores.» (Mateus 21:12-13) ; e um outro relato que ficou gravado em mim pola rotundidade da expressom é o do episódio com o jovem rico a quem Jesus espetou-lhe: «Quám dificilmente entrarám no reino de Deus os que têm riquezas! Pois mais fácil é passar um camelo pelo fundo de umha agulha, do que entrar um rico no reino de Deus» (Lucas 18:24-25). 

Dois relatos que ficarom em mim gravados e que som totalmente contraditórios com o mundo da adoraçom do Capital no que vivemos impostos, onde som os que têm riquezas, quem manejam os governos e ditam guerras e os que roubam às cheias das misérias do resto; onde os cambistas seguem ser os grandes protegidos das leis que eles mesmos ditam; e onde, todos eles, ilustres ladrons de luva branca, vam pola vida como ferventes paladinos do fideísmo, alguns mesmo de misa diária, que gostam de passear baixo pálio ao carom da hóstia consagradra.

Deste jeito e á contra destes “fariseus”, ao longo da história da humanidade há múltiples ejemplos de pessoas que arriscaram suas vidas para roubar-lhe aos ricos e reparti-lo dinheiro entre o povo, e dentre desta caste de gente, nos últimos cem anos da nossa era, abondam os casos de anarquistas expropriadores.

Na atualidade, quando os casos de gente rica envolvida em tramas cambistas bancáriasestala em tudo o mundo, quando os ecos dos grandes roubos das hipotecas e preferentesainda nom se apagarom, quando as tarjetas negras descubrem grandes roubos a conta das contas bancárias dos seus usuários e onde até supostas associaçons destes últimos som sorpreendidas cometendo extorsom contra empresas financieiras e outras grandes riquezas (neste caso é curioso como o foco dos falsimédios vai dirigido só contra os extorsionários e zafam ás extorsionadas, quando é evidente que se nom há roubo ou delito por parte destas nom poderia haver extorsom algumha por parte dos primeiros) e quando para trabalhar por conta alheia ou para receber umha ajuda te obrigam a ter umha conta numha entidade bancária privada e privativa (*); quando tudo isto e muito mais constitue o entramado político-económico-judicial-mediático-policial que favorece ás grandes fortunas e empobrece ao povo, a açom de qualquer expropriador mereceria o aplauso e a admiraçom, quando nom um ejemplo a seguir, de toda pessoa que tenha, quanto menos, dois dedos de frente.

Nestes dias vim a saber (graças ás compas de Abordaxe) do caso dumha companheira anarquista residente em Barna que foi detida, há hoje umha semana, pola polícia catalana tras o registro, saqueio e destruiçom, de dois domicílios particulares e do centro social «Los Blokes Fantasma», e sobre a que pessava desde só dois dias antes umha orde de detençom europeia baixo a acusaçom de participar em expropriaçons a entidades bancárias em territorio alemám.

Tamém hoje adicam todos os mentideiros um seu espaço a Jaime Giménez Arbe, o expropriador conhecido como“El Solitario”, que ontem declarou no juízo contra el, no que lhe pedem 31 anos de prisom por 3 delitos de homicídio em grado de tentativa e 1 de roubo com violência. O destaque dos falsimédios que concordam em sinala-lo como o atracador mais sanguinário, vai encaminhado a ressaltar estas suas palavras “si yo hubiera querido, habría matado a cuatro o cinco policías. Mi capacidad técnica era muy superior a la suya”. Pola sua banda “El Solitario” quem já há tempo autodefiniu-se como anarquista, reconheceu os feitos mas disiente de que el seja um atracador e segue a reclamar ser um expropriador.

Esta é a realidade na que vivemos imersas, se bem o pataratismo da maioria social segue a olhar com ademiraçom e respeito aos grandes ladrons de luva branca e a justiza é amplamente generosa com eles e mesmo um feixe deles, entrebanqueiros, políticos e membros da realeza e outras nobrezas do papel cuché milhonáriascampam a sua bola depois de roubar ingentes quantidades de dinheiro a todas nos e as poucas delas que foram condenadas o forom apenas a uns anos de cómoda cela e quantiosas prebendas de reduçom da mesma e de saida em terceiro grado imediato.

Pola contra os cárceres vam-se enchindo de luitadoras sociais que escolheram a via da expropriaçom ou do ataque a essas entidades financieiras que roubam ao povo desde a origem da sua existência como caminho de integridade e na busca dumha sociedade igualitária sem ricos nem pobres. E aiestám por muitos anos encirrados em celas de castigo condenadas por coisas como ponher umha bomba caseira de moi pouca potência no caixeiro dum banco, ou mesmo por viver e passear perto de onde se agochavam estes artefatos.

“C’est la vie”. De viver hoje, Jesus estaria tamém encirrado numha cela de castigo por ousar derribar as mesas dos cambistas, entretanto e para “mais inri”, na maioria dos julgados segue a figurar um seu “crucifixo” em lugar preeminente e proeminente e os ladrons de luva branca seguem a jurar seus carregos ante deus ponhendo a sua suja mão sobre umha bíblia.

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(*) Quando eu comecei a trabalhar na USC (na altura única universidade galega com campus em todas as cidades) denantes de assinar o contrato tivem a única obriga de abrir umha conta bancária (daquelas ainda existiam caixas de aforros de titularidade pública e figena numha delas); tempo depois soubem por umha compa que nom dispôr de conta bancária era motivo de despido na administraçom pública (quando já toda a banca era privada) e aos poucos na USC (já sendo 1 das 3 universidades públicas galegas) instalou-se, á força de talonário, um cartom identificativo do persoal com o logo dum destes bancos que se fai necessário para poder aceder a serviços mundanos e tamém a certos privilégios de casta como os aparcadoiros debalde nos campus, e ao que eu me negei a ter apresentando um escrito ao reitor e que deu pê a que, quem na altura era vicerreitor de assuntos económicos me convocara a umha juntança onde mão a mão el tentava de convencer-me das bondades da tarjeta bancária e da necessidade de tais como maneira de combater pola existência e permanência da USC na guerra aberta contra as demais universidades públicas de ámbeto estatal e mesmo mundial, em quanto eu limitava a dizer e insistir em que nom me ia convencer durante mais de umha hora que durara a fastidiosa reuniom entre um catedrático professor com ínfulas de ministro e um simples “bedel”.

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