[Compostela] CSOA Escárnio e maldizer, espaço autónomo e antiautoritario para umha Compostela rebelde e combativa

Recolhemos da web do CSOA Escárnio e maldizer esta carta de presentaçom que publicarom hai uns dias.

Os afectos que nos movem, as precariedades que nos atravessam, a luita que nos templa, o medo que nos petrifica, o roubo dos espaços que habitamos, dos corpos que habitamos, disto alimentamos a nossa trincheira, onde nos enfrontamos a nós mesmas e nos desprendemos da pele do mundo.

CSOA Escárnio e maldizer

Espaço autónomo e antiautoritário para umha Compostela rebelde e combativa.

Desde o ano 2011 o antigo local da agrupaçom de baile e canto tradicional Cantigas e Agarimos, situado na Algália de Riba, permaneceu fechado. Um grupo de pessoas da cidade reabriu este espaço para enchê-lo de vida e convertê-lo num centro social da gente numha zona velha de Compostela deixada a lógica da produtividade, afastada das vizinhas e pensada para o turista.

O estado deste edifício antes de ser ocupado era de total despreocupaçom por parte das proprietárias, unha construtora, o qual deu pé ao seu contínuo e implacável deterioraçom Por isto desde o primeiro momento venhem-se realizando trabalhos de restauraçom e limpeza para recuperar um espaço que nalgum tempo foi um importante foco da vida cultural do bairro, e da cidade, e que a especulaçom e a despreocupaçom polo património histórico e cultural levárom ao abandono.

O espaço foi ocupado pondo em causa a propriedade privada e a gestom miserável e ruinosa levada a cabo polo Capital, dando pé a gente que tivera algumha iniciativa sem passar pola mediaçom do dinheiro e o lucro pessoal, tecendo laços de solidariedade e cumplicidade. No centro social fam-se todo tipo de atividades com a intençom de compartir, formar-se e crecer juntas, rompendo a normalidade e o temor a nom sabermos o que fazer quando ninguém nos dirige. Pouco a pouco morremos neste esperpento chamado democracia. Por dinheiro aceitamos, por medo esquecemos, com resignaçom sustemos este macabro sistema.

Como nom pode ser doutra forma, rejeitamos toda subvençom e mediaçom institucional, opondo-nos aos interesses depredadores de qualquer entidade estatal ou privada, rejeitamos assimilaçom do nosso priorizando a defesa da língua e a nossa cultura, dando vida aos valores de autonomia e horizontalidade que pretendemos difundir e artelhando um espaço de segurança e respeito onde primem os cuidados, a ajuda mútua e a solidariedade. O grupo que gere o funcionamento do espaço nom se limita só a actividade deste, é a nossa intençom impulsar iniciativas com projeçom na rua e posicionarmo-nos ante todos aqueles processos políticos que vejamos oportunos. No espaço reúnem-se ademais todo tipo de coletivos que buscam através da auto-organizaçom resistir e criar alternativas ás investidas do capitalismo e do patriarcado.

Que a dignidade ofendida anule a desesperaçom e torne em açom. Que a liberdade deixe de ser o direito a obedecer e volte ser o desafio a toda forma de poder. Que o desejo de viver nom se conforme com o que já existe e vaia ao assalto para arrebatar o que nunca foi.

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