Repressão no Estado espanhol: o chivo expiatório anarquista

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A dissolução da E.T.A. e o fim do paradigma do anti-independentismo basco, deixou praticamente sem trabalho uma grande parte do aparato repressivo do Estado espanhol, nomeadamente o seu milionário aparelho “anti-terrorista”. Isto obrigou a uma redefinição do “inimigo interno” e a uma deslocalização de meios e pessoal. Numa viragem que acabou por surpreender, o novo chivo expiatório, a partir de então alvo principal da retórica e das ações repressivas do Estado, passaram a ser os anarquistas. Custe o que custar.

Assim, num momento em que a repressão sobre o movimento anarquista chega a limites que se não fossem dramáticos seriam ridículos, não é possível deixar de demonstrar solidariedade com quem sofre os ataques do Estado. Gentes e coletivos que, nos territórios dominados pelo capital, se levantam contra a injustiça e acabam acusados de terrorismo e pertença a organizações criminosas, enfrentando polícias, tribunais e prisões.

O Estado, quando se põem em causa os alicerces da sua existência (e a injustiça é um desses alicerces), reage violentamente, esquece-se da retórica democrática, usa leis anti-terroristas fascistizantes, provas ridículas, prisões de alta segurança e condenações enormes e irregulares. E pessoas como Monica Caballero e Francisco Solar enfrentam agora penas que podem ir até 44 anos, por alegado uso de explosivo que apenas danificou propriedade (no caso, um banco de madeira duma igreja). Um “atentado” que os dois afirmam não ter cometido, podendo ler-se nas entrelinhas – quando falam das estranhas semelhanças deste caso e do outro de que foram acusados no Chile – que desconfiam até da sua autenticidade, levantando a possibilidade de se tratar de uma montagem policial.

Fonte: http://www.jornalmapa.pt/2016/03/16/8234/

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