PIM PAM PUM! Violaçom impune em Compostela

Comunicado do colectivo Conas Ceives :

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O julgado de Compostela acava de emitir umha sentença que recolhe como Saúl Santim Da Branca confessa ter violado a umha moça há três anos. Pese o reconhecimento dos feitos, umha indemnizaçom de 3.000 euros –sem entrar na cadeia- semelha ser abondo para a ‘reparaçom’ dum delito contra a indenidade sexual.

Ao enterar-nos de que Santím figurava como umha pessoa de alto grau político no nosso país preguntámo-nos como pode ser que nenhumha voz denunciara bem alto esta aberraçom. Saul Santím formava parte da direçom Compromismo por Galicia, foi responsável da comarca de Compostela de CxG, ademais de número três por Lugo nas últimas eleiçons galegas. Non é signo acaso da cumplicidade dos ‘machos’ das correntes que se chamam progressistas? O machismo é umha ideologia em si mesma, composta de estruturas, pautas e comportamentos que divide a classe e beneficia à burguesia e que só pode ser combatido desde o feminismo. Nom integrar o feminismo em qualquer processo que queira chamar-se transformador é o modo de promover que o machismo perdure.
Xoan Bascuas respondeu ao comunicado emitido polas companheiras de Terra que denunciarom o caso, justificando o silêncio cúmplice do seu partido sustendo que Santím se dera de baixa havia umhas semanas. Da Branca era um membro destacado da direçom do partido quando violou a umha mulher no 2013 e que se procure justificar alegando a sua baixa há escasas semanas, coincidindo com a iminência do juízo, é símbolo de torpeza política. Ter um violador num partido -quanto mais na direçom!- é motivo de responsabilidade política, petiçom de desculpas e umha explicaçom pública e oficial ao conjunto de mulheres. Qualquer outro intento de paliativo converte-se num insulto à luita feminista. O patriarcado, nestes momentos, esta-se a nutrir da cumplicidade de Compromiso por Galicia.

Declaramos a guerra a aqueles que decidem violar o nosso corpo porque amamos todo o que o patriarcado ódia. Trabalhamos dendê a raiva das oprimidas e a alegria das sobreviventes que pese as adversidades se erguem e berram, as que nom deixam a nenhumha companheira soia e as dispostas a dar a cara pola liberdade das mulheres.

Parabenizamos às companheiras de Terra por ser as primeiras em erguer-se ante este caso. Mentres existamos, a “esquerda” o terá cru se quere proteger a agressores das mulheres, seja qual seja o tipo de agresom: “hoxe protexen a Saul Santím e onte a Suso Sanmartín e mañá a calquera outro”.

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