A prepotência das julgadoras. Monica e Francisco Liberdade!!

angela_murillo_0Recolhemos do blog O gajeiro na gavea

Supom-se que, quem imparte Justiça numha sociedade livre(1), tem que ser alguém com capacidade de escuitar as partes implicadas no juízo, de reflexionar sobre as declaraçons de ambas e mais das testemunhas presenciais e de julgar em base a isso e as provas apresentadas tomadas “in situ” e sem possível manipulaçom polas forças da ordem.

Mas tudo e-lo nom serve de nada se a Julgadora já tem tomada de antemão um posiçonamento a prol ou em contra de umha dessas partes. Umha pessoa que imparte Justiça tem que ser Justa nessa medida e, por tanto, se a decissom que tome para condenar ou absolver vai estar fortemente influida pola suas crências religiosas, políticas e/ou ideológicas, nom pode ser boa Juíza num sistema justo.

Nom tanto, quem imparte Justiça numha sociedade ditatorial, tem que estar disposta favorecer a manipulaçom de provas, a validar as declaraçons dalgumhas testemunhas por riba de outras, a nom deixa falar ás acusadas durante o juízo e a dar por boas provas que nom tenhem consistência ou que foram tomadas em registros sem presência das advogadas, será umha excelente Juíza dum sistema injusto.

_JUICIOCONTRAFRANCIS19660030_bbeac954Dito isto e ante a atitude ditatorial da juíza Ángela Murillo (ou a juiz, como gosta chamar-se), quem está a julgar ás compas anarquistas chilenas Mónica eFrancisco pola suposta colocaçom dum artefacto explosivo na basílica de El Pilar de Zaragoza (2), e que lhes nega por várias vezes durante o juízo a palavra a ambas pre-condenadas; só podo colidir que nesta farsa que está a ter lugar estes dias (o juízo começou antontem e remata hoje) a juíza Angela Murillo é moi boa neste sistema injusto que nos toca sofrer e que já de“per se” permite que as dúas compis estiveram encirradas no talego desde que foram detidas sem provas evidentes em 12 de novembro de 2013, dias depois da explosom na igreja que provocou o destroço dum banco de madeira ( nom umha entidade financieira), danos de tam pouca consideraçom que mesmo o Cabildo de Zaragoza retirou-se do juízo como acusaçom particular.

Remato esta entrada com as palavras de Francisco e Mónica denantes de ser interrumpidas pola juíza e que fago minhas porque as compartilho:

“Sí, soy anarquista porque entiendo que es la libertad alejada de toda coacción. Pienso que la creatividad individual surge cuando no hay autoridad, ni órdenes ni mandamientos rectores, que sólo atrofian y degradan la conducta humana. El Estado implica subordinación y es contrario a todo intento de libertad, implica también la existencia de usureros y explotadores” Francisco Solar

“Cualquier base jerárquica es incompatible con mi ideología y forma de pensar, ya que cualquier cúpula de Poder es dañina y coarta al ser humano.” Mónica Caballero

……………………..

NOTAS

(1) Numha sociedade livre de verdade nom haveria necessidade de gente que ejercera de juíza; pero utilizo tal termo em contraposiçom á ditadura democrática na que vivemos.

(2) No Indymedia Barna, e assinando como “anarquistas”, estám a publicar (em castelám) os resumos das sessons do juízo (ver acá dia 1 e acolá dia 2). Tamém vos recomendo a leitura do artigo de Ter García no Diagonal com este cabeçalho: “Sin imágenes ni testigos del autor de la explosión en la Basílica de El Pilar” onde recolhe, entroutras, os contínuos cortes da juíza ás declaraçons de Francisco e Mónica com expressons como “no nos interesa”, “ya lo hemos entendido” ou “mítines aquí no”, ou

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