Os espanhois votarom pacto

Colamos este artigo da web https://ogajeironagavea.wordpress.com/

Quitando que nom me sinto para nada identificado com o apelativo geográfico-político (eu nom som espanhol, espanhol, espanhol…) e nem sequer com o verbo da frase, pois decláro-me anarquista e por tanto abstençonista confesso; há tempo que nom escutava com tanto afã e insistência umha mentira tautológica (na sua acepçom 5 do Estraviz: Repetiçom inútil e viciosa de um mesmo pensamento por formas diversas) nos falsimédios.

rajoysancheziglesiasriveraespana

O curioso da mesma é que quem tam categoricamente afirmam tal esperpento, disponhem de toda a gente que votou umha ou outra opçom como se se tratara dum conjunto unitário, como se cada umha dessas pessoas que coincidiram no voto tivera já em mente e de jeito unánime que, de nom poder governar só o partido das suas preferências, este chegara a um pacto de governo com x e z. E assim:

– O PP reclama maioria constitucionalista junto a Ciudadanos e PSOE e soltam a frase de marras.
Podemos lança a mesma mensagem ao propôr coaligaçom com a casta do PSOE e com IU co apoio tácito de nacionalistas cataláns e bascos.
Ciudadanos está disposto a governar só co PSOE e com a abstençom do PP e fala de que os espanhois querem pacto e câmbio.
– E PSOE esgrime a mesma cantinela pero o seu pacto predileto é com Ciudadanos e Podemos.

E depois toda a caterva de tertuliamos e colaburadoras dos médias, tanto escritos como audiovisuais que, dependendo a que partido lhe deva favores ou a que público quera engatusar por empátia partidária ou por negócio, tira por umha ou outras opçons e, em consequência denigra e menospreza ás outras, mas todas insistem em fortalecer a tautologia e da-la por boa.

Para nada contamos na mesma todas as pessoas que, com umha ou outra razom, decidimos nom colabourar com o gram triunfo do capitalismo liberal que som as convocatórias eleitorais: assim, máis de 11 milhons de pessoas com direito a voto decidimos nom ejerce-lo (*). Se usamos os termos que manejam os mentideiros, poderiamos dizer que a opçom maioritária foi a abstençom e a gram distância do partido que recolheu mais votos, o PP, a quem só votarom 7,2 milhons que votarom PP !! E assim e pese á campanha incesante de querer fazer-nos ver que as possibilidades de mudar poidam vir polas urnas e por novas plataformas eleitorareiras, case 1 de cada 3 pessoas com direito a voto segue a dar-lhe o mesmo quem governe.

É máis, levamos já um bo tempo com um governo do PP em funçons e o estado tem a mesma capacidade de manobra de favorecer á sua gente, como no caso da prórroga de ENCE em Ponte-Vedra, como de perseguiçom das suas inimigas, como sucede com os dois titiriteiros que seguem em prisom incondicional sem fiança e acusados de apologia do terrorismo poloexpolícia franquista e juíz demócrata Ismael Moreno com os parabens da exjuíza e alcaidessa de Ahora Madrid, Manuela Carmena.

Como a mim nom se me inclue na frase do cabeçalho vou opinar ao respeito do que eu gostaria de que se passara em questom de pactos: para mim o melhor seria que o PSOE chegara a acordos com Podemos e IU, mesmo que Errejon fosse ministro do Intérior, pois nada novo vai chegar da mão de especialistas em smoking que se auto-erigem na voz do povo para leva-la ao parlamento e aquietar e silenciar as ruas.

Quanto menos valerá para que caiam da burra as entusiastas colabouradoras do sistema e votantes podémicas quando seus ídolos segam detendo anarquistas e antisistemas por medo a que a loita volte ás ruas.

……
(*) Como nota curiosa dizer que nos datos do ministério de intérior espanhol nom contabilizarom como abstençons os case 2 milhons de residentes no estrangeiro que passarom de solicitar a sua papeleta de voto, umha manipulaçom que lhes serve para quantificar a abstençom como dum 26,8 % e algo mais de 9 milhons; quando a realidade é que fomos máis de 11 milhons e um 30,32 % do eleitorado pois 36.510.952 foi o censo eleitoral e 25.350.447 forom as votantes com o que a resta dum e outro da 11.160.505 pessoas que nom ejerceram o seu direito a voto. Mas o governo espanhol escatimou 1.879.866 abstencionistas residentes no estrangeiro baixo a premisa de que nom solicitaram seu voto á delegaçom da Oficina do Censo Eleitoral (??); algo absurdo de fazer se a tua intençom é passar do tema)

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