[Grécia] SOS Calcídica.- O povo contra a mega-mineradora de ouro

A ANA (Agência de Notícias Anarquistas) regressa tras dar-se umas pequenas feiras e nos remite atradução deste texto publicado em grego no blog methexiserratum.wordpress.com sobre o crime que se está cometendo contra o meio ambiente e a vida humana em Calcídica com a instalação de uma mega-mineradora de ouro no noroeste da província e nós em Abordaxe perguntámo-nos: Parará Syriza esta destruição da natureza?? Fagam as suas apostas!!:

1784519_3_5c1b_des-manifestants-defilent-contre-la8Um passeio por Skuriés em Calcídica não é suficiente para que alguém conceba o tamanho real da atual destruição da natureza, mas sobretudo iminente, em uma das zonas mais belas do país. A extração irracional que proporciona milhares de milhões de euros à empresa mineradora está destruindo o bosque, está eliminando os aquíferos, está contaminando as águas, as costas e os solos num grau irreversível durante milhares de anos, está provocando rachaduras inclusive dentro das casas dos habitantes dos povoados que têm a má sorte de estarem próximos das galerias, está secando as fontes de água, em poucas palavras está eliminando a própria vida.

A imunidade da empresa, que está em colaboração harmoniosa com um governo mafioso interconectado com o Capital, e a sombra guiada da denominada Justiça, conduzem a província à decadência e à morte, e isso com zero benefícios para o Estado grego. Mas ainda que o benefício financeiro para o Estado fosse enorme, como se pode avaliar em dinheiro o valor da natureza e a vida? Quanto custa a dignidade e a saúde das pessoas? Quanto custa a desertificação total da zona e a eliminação das reservas de água mais importantes em toda a província de Calcídica?

Passei alguns dias com as pessoas que se consagraram à resistência contra este desastre (destruição). (São) Pessoas de todas as idades, de diferentes situações econômicas e de diferentes profissões, de diferentes crenças políticas, inclusive de diferentes orientações culturais. No entanto, são umas pessoas unidas pela necessidade física da sobrevivência em um lugar que lhes cabe ou que escolheram viver, unidos pela necessidade de viver e buscar o direito a uma autodeterminação elementar.

Sua resistência persistente contra os gigantes econômicos e políticos, a massividade de sua luta e a vontade de realizar várias ações, seu incansável esforço por comunicar por qualquer meio, que sua causa é justa, mas sobretudo o sorriso permanente em suas caras e a confiança no êxito de sua luta, a causa do óbvio de suas demandas, é o que também me convenceu de que não há nenhuma chance de que perdam. A extração e o saque serão detidos, a vida vencerá.

No entanto, há um problema grave. O tempo urge, a destruição está sendo irreversível dia após dia. E nós somos chamados a tomar uma posição. A participar e apoiar direta, moral e ativamente esta luta, a contribuir tudo o que possamos com a preservação da riqueza natural destas terras, a salvar a vida mesma. Independentemente das diferenças que possam existir entre nós na forma de ver o futuro, por muito que estejamos em desacordo sobre a gestão dos recursos, se eles se eliminam (desaparecem), não há nada que ganhar, não há maneira de restaurá-los.

Assim que sejamos nós também “membros da organização criminosa”, segundo as palavras cínicas empregadas pela “Justiça” grega para chamar a estas pessoas. O problema nos concerne a todos, e não podemos confrontá-lo mediante a delegação. A única maneira de fazê-lo é a participação e a resistência.

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