“Genova Bar” Cenas de Espectáculo com SobreMesas.- Hoje: Um dois tres quatro e cinco…

Bu_WweRCAAAd-hK Ante tudo sinalar que a imediata saida de prisom de “Luís” nom é, como dim alguns mass medias, um trato de favor, de feito já de “per se” o encerro provisional é umha medida cautelar determinada pelos juizes que só se pode adoptar quando estes considerem que existe algum risco ou circunstância que poidera pôr em perigo ou frustrar o desenvolvimento do processo penal. A própria legislaçom penitenciária sinala as causas pelas que qualquer reo em situaçom preventiva, ou seja sem se ter celebrado o seu juízo, poida obter a liberdade condiçonal antes de chegar ò máximo de encerramento nesta situaçom (2 anos) e entre estas causas destacam o bo comportamento no cárcere, o seu arraigo persoal, social, familiar e laboral e a carência de antecedentes penais; que determinam a nom existência de risco de fuga.

O feito de que seja considerado como trato de favor é umha falácia; o que realmente existe na legislaçom penitenciária espanhola som tratamentos de “desfavor” (por dize-lo com suavidade) onde se saltam mesmo as suas próprias normativas para ter no cárcere a quem quiger por mais tempo do que se estima ne-las; como no caso recém das etarras a quem se lhes negou o seu direito a que se computem nas suas causas o tempo que se passaram encirradas em cárceres de outros paises; ou como os múltiples casos de dispersom de presas. Além é claro que as causas que permitem acceder à concessom da liberdade provisional som muito mais doadas de adquirir pela pouca gente rica que entra nos cárceres que por as milheros de indigentes que enchem os cárceres.

Assim a liberdade provisional é a situaçom de liberdade condicionada na que se atopa a pessoa encausada à que se lhe obriga a cumprir certos deveres acessórios que tenhem por objetivo assegurar a sua presência no processo penal. Entre tais deveres está a obriga de prestar fiança e a de comparecer ante o Juiz nos dias que se sinalem.

No assunto de Luís Bárcenas, com a instruiçom do caso já case rematada, o chamativo do mesmo nom é a concessom de liberdade condicionada, senom a rápida concatenaçom dos sucessos que levaram a tal concessom e que passo a analisar:

1º) O venres 16 de janeiro se realiza umha vista oral na Audiência Nacional (tribunal político) para estudar a possível concessom da liberdade condicional onde Luís declara por videoconferência desde o talego de Soto del Real: Nesse mesmo dia e antes da vista, Luís Barcenas concede umha entrevista exclusiva a um jornal espanhol onde se queixa de que nom é tratado igual que outras pessoas envolvidas em casos de corrupçom que também está julgando o juíz Pablo Ruz e que si estám em liberdade, como Demetrio Carceller Arce imputado por defraudar 72 milhons de euros entre 2001 e 2009 e ò que lhe pedem 22 anos de cárcere e nom tem nem retirado o passaporte, se bem neste caso poidera influir o feito de ser neto dum ministro falangista de Franco e possuidor dumha das grandes fortunas espanholas, ao ser presidente e acionista da cerveceira Estrella Damm, presidente da petroleira Disa, conselheiro e acionista de Sacyr e de Gas Natural e acionista de Sacyr, Ebro e CLH); ou Manuel Fernández de Sousa-Faro, presidente de Pescanova ou Jordi Pujol. Além queixa-se, nom sim razom, de que “¿por qué no tengo el mismo tratamiento que Rodrigo Rato?” e aduce intereses eleitoralistas.

2º) Como digem essa entrevista sae publicada no jornal digital o mesmo venres 16 e em pápel ò dia seguinte, sábado 17.

BiX1-btCQAA5WB8 3º) O domingo 18 descanso, que todos os intervintes som moi de misa católica.

4º) O luns 19, o seu avogado Gómez de Liaño renúncia a seguir como seu defensor na causa, alegando estar em contra de que Luís falara com a imprensa nesses termos e que el nom tivera conhecemento dessa entrevista até ve-la publicada (convem sinalar que o falsimedio em questom alega que em realidade si houvera comunicaçom com o seu despacho de avogados antes de que se publicara).

E 5º) o martes 20: Tacham, Cham, Cham,… A Audiência Nacional (tribunal político) determina a sua posta em liberdade provisional tras o pago de 200000 € com a retirada de passaporte e com a obriga de se apresentar nos julgados 3 dias à semana: luns, mércores e venres.

Quando escrevo isto, mércores 21 de janeiro de 2015, Luís Bárcenas ainda nom cumprimentou o pago da fiança, mas seguro que nom tarda em conseguir tal cifra.

Agora me jurdem certas dúvidas tras esta posta em cena:

Porquê se lhe concede a liberdade provisional justo agora que já está rematada a instruçom preliminar? Tem algo a ver o feito de que se Bárcenas seguira no talego teriam-se que agilizar as datas do juízo e estando afora pode-se retrasar “in fine” tempo?? Isso daria pê a que se fora deixando no esquecemento e influira o mínimo nas campanhas dos vindeiros combates eleitoralistas: Vos imaginades que se passaria com o PP se, quando fossem as eleiçons municipais ou mesmo as gerais, estivera o juízo da Gürtel em pleno apogeu??

Outra situaçom extraordinária é o feito da retirada de passaporte e a excepcionalidade da obriga de comparecer 3 dias à semana nos julgados (normalmente soe-se determinar a apresentaçom nos dias 1 e 15 de cada mês, ou como muito um dia à semana). Como se come isso com a determinaçom de que nom corre risco de fuga?? Entom a que vem tanta precauçom??

E já como conjetura final: como é que chega justo agora depois das primeiras declaraçons a um falsimedio? Que temem desde o PP que cantara? Bárcenas até agora mantivara-se em silêncio em cumprimento das palavras promessas que lhe figera Rajoy: “Se Fuerte Luís Aguanta”. Pois bem Bárcenas “foi forte e de momento nom cantou…”, e agora em troque ò seu silêncio, se cumpre a “promessa implícita” de Mariano Rajoy e recebe o seu tardio “prémio”: já pode sair do cárcere.

Fagam Jogo, Todos Ganham!!

Tancredo Tantonto para Abordaxe

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