[Grécia] Já som 3 os presos em greve de fame.

Agência de Notícias Anarquistas, ANA, informa:

nikosromDois deles pugeram-se em greve de fame por negarem-lhes permisso de saída por razons educativas, Nikos Romanós desde 28 de outubro e Heracles Kostaris desde 10 de novembro. Com a luita destes dois presos se solidarizou o preso Giannis Mijailidis, que iniciou umha greve de fome em 17 de novembro.

Nikos Romanós, condenado a 15 anos de prisom, é estudante numha escola técnica superior. O sistema penitenciário lhe concedeu o direito de participar nos exames de ingresso, mas agora lhe negam o direito a sair da prisom para assistir a aula. Heracles Kostaris, condenado a prisom perpétua, está a três anos assistindo a aula numha escola técnica superior, obtendo regularmente permissos de saída por razons educativas. Agora lhe negam o direito de acabar sua carreira.

Neste caso o Regime nega a dois presos um direito estabelecido e institucionalizado por sua própria legislaçom. Se nega a aplicar suas próprias leis. Para nós isto nom é um paradoxo. É um dos elementos substanciais do sistema desta ditadura encoberta que hoje está vestida com o véu da democracia burguesa. O pretexto do governo neoliberal para negar a estes dois presos os permissos de saída por razons educativas é a fuga da prisom faz uns meses de outro preso, que nom regressou à prisom após um permisso de saída que obteve.

Sob este pretexto ficam encobertas as verdadeiras intençons do Poder. Recordamos que o Regime aprovou a criaçom das chamadas “prisons de segurança máxima” ou de “condiçons de detençom especiais”. Se trata de uns verdadeiros infernos, umhas prisons-calabouços dentro das prisons existentes. Os detidos nestas nom terám direito a solicitar permisso de saída da prisom nem sequer por umhas quantas horas. Tampouco terám direito a pedir a suspensom de sua sentença. As condiçons de detençom serám horrorosas: os detidos estarám literalmente encerrados em suas celas 23 horas por dia, sem ter nenhum contato com nenhum outro encarcerado ou outra pessoa, e sem ter direito a nenhuma atividade pessoal ou coletiva. Suas celas estarám localizadas em um setor especial da prisom, totalmente isoladas umhas das outras. A comunicaçom dos detidos nelas com o mundo será de escasso a inexistente, já que se limitarám notavelmente as visitas que eles poderám receber, o tempo de sua duraçom, assim como as chamadas telefônicas que poderám fazer.

A Polícia terá o controle absoluto e direto destas prisons. Será ela e nom os funcionários penitenciários a que terám a seu cargo todos os assuntos concernentes aos presos: sua supervisom, qualquer traslado seu, e sua vigilância constante durante as 24 horas do dia. Terá direito a irromper nelas e proceder a efetuar revistas a qualquer hora, ou seja, insultar, maltratar e inclusive torturar os presos. Em cada umha destas prisons, haverá um fiscal penitenciário, o qual será o déspota dela, prestando contas aos altos dignatários do Regime.

O Regime faz uso da nova lei penitenciária de índole fascista e totalitária para aterrorizar, e por extensom acabar com os presos políticos e com aqueles presos que se neguem a ir morrendo dentro da prisom, submergidos na inércia, no abatimento, na aniquilaçom e na submissom. Ao mesmo tempo faz uso dela para enviar umha mensagem aos que estám extramuros e que luitam contra o extermínio (aniquilaçom) planificado dos seres humanos e da sociedade como entidade política, e que resistem à imposiçom do novo totalitarismo.

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