Cinco muros que ainda estám de pé e nom som os únicos

Em Opera Mundi, Felipe Amorim, da conta destes cinco muros: 1) CISJORDÂNIA-ISRAEL; 2) ESPANHA-MARROCOS: MUROS DE CEUTA E MELILLA; 3) EUA-MÉXICO; 4) GRÉCIA-TURQUIA: MURO DE EVROS; e 5) COREIA DO NORTE-COREIA DO SUL. Poderia ter falado também do muro de Marrocos e o Sahara Occidental conhecido como o Muro da Vergonça ou qualquer outro dos 32 recopilados nesta entrada da Wikipedia, mas valem bem estes 5 para lembrar que por muitos boatos eurocentristas de Merkel nos fastos dos atos dos 25 anos da caida do muro, ainda ficam muitíssimas mais barreiras que derrubar:

1) CISJORDÂNIA-ISRAEL
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O Muro da Cisjordânia começou a ser construído em 2002, período da Segunda Intifada, e separa Israel do território palestino da Cisjordânia. Na época, foi dito que o intuito era impedir a entrada de palestinos para prevenir atos de terrorismo. Os que se opõem à barreira denunciam que o muro é umha ferramenta utilizada por Israel para, além de interditar as negociaçons de paz por estabelecer unilateralmente novas fronteiras, também anexar gradualmente porçons do território palestino, muitas das quais passaram a abrigar assentamentos israelenses. Atualmente, a parede de concreto, ferro e arame farpado tem cerca de 440 quilômetros de extensom — se a construçom da barreira for finalizada, cercando todo o território da Cisjordânia, o muro se estenderá para aproximadamente 700 quilômetros.

2) ESPANHA-MARROCOS: MUROS DE CEUTA E MELILLA
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Ceuta e Melilla som o enclave espanhol na África e representam o resquício do colonialismo europeu no continente africano. Sob o domínio espanhol, as duas cidades fazem divisa com o Marrocos e estám muito próximas do Estreito de Gibraltar, pequeno intervalo oceânico que separa os dois continentes. Até os anos 1990, a divisom entre os territórios espanhol e marroquino era pouco perceptível, e o trânsito de pessoas de um local para o outro era comum. Com a institucionalizaçom da Uniom Europeia e a política de livre-circulaçom dos cidadáns europeus, a Espanha foi incentivada a apertar o cerco em suas zonas fronteiriças. Assim, foram erguidos os muros, que chegam, juntos, a 20 quilômetros de extensomn, com o objetivo de impedir a imigraçom de africanos para a Europa.

3) EUA-MÉXICO
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O muro construído polos Estados Unidos na fronteira com o México é o símbolo da política anti-imigraçom norte-americana. Num esforço contra os chamados “coiotes”, responsáveis por atravessar clandestinamente pessoas pola fronteira, Washington começou estabeler barreiras físicas entre as cidades de El Paso e Ciudad Juárez, e também entre San Diego e Tijuana. Com os ataques de 11 de Setembro de 2001, os EUA apertaram ainda mais o cerco, temendo que terroristas pudessem entrar em território norte-americano via México.

4) GRÉCIA-TURQUIA: MURO DE EVROS
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A fronteira entre a Turquia e a Grécia era tida pola UE como a “porta dos fundos” para a entrada de imigrantes na Europa. Por esse motivo, a Grécia, o país europeu mais afetado pola crise econômica de 2008 e alvo de severas medidas de austeridade, resolveu investir 3,2 milhons de € para erguer em 2012 um muro de mais de 10 quilômetros de extensom ao longo dum trecho da margem do rio Evros, fronteira natural que separa a o território europeu dos vizinhos turcos.

5) COREIA DO NORTE-COREIA DO SUL
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Percorrida ao longo do Paralelo 38, a faixa de terra que divide a península coreana em dois países tem 250 quilômetros de comprimento. Após o armistício que interrompeu sem pôr fim formal à guerra entre os dois lados — símbolo do embate entre as duas superpotências durante a Guerra Fria: o norte comunista, e o sul capitalista —, a porçom de território foi transformada numha zona desmilitarizada. Ou seja, umha faixa “neutra” onde militares das duas Coreias podem transitar, mas sem cruzar a linha que demarca o território de cada um dos países.

Unha resposta to “Cinco muros que ainda estám de pé e nom som os únicos”

  1. Phil St Ores

    Cinco muros que ainda estám de pé e nom som os únicos | abordaxe

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